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Casas Bahia utiliza IA para efetivar reestruturação financeira

Redação Startup de Bolso

◆ Revisado por humano

Editoria

Publicado

A Casas Bahia está implementando inteligência artificial (IA) em diversas áreas de sua operação como parte de um complexo processo de reestruturação que teve início em 2023. Sob a liderança de Renato Franklin, a empresa conseguiu reduzir seus custos operacionais e acelerar processos internos através de soluções tecnológicas que incluem desde a manutenção de estoques até a análise financeira. A IA, por exemplo, permitiu reduzir significativamente o capex da operação, que caiu de R$ 1 bilhão para R$ 331 milhões em apenas dois anos.

O que muda na prática

A utilização da IA na Casas Bahia tem promovido melhorias práticas notáveis. Mais de 16 mil funcionários usam regularmente a tecnologia para multiplicar a produtividade e aprimorar as vendas. O Bah.IA, um assistente virtual, oferece suporte aos vendedores nas lojas físicas com informações em tempo real, aumentando a produtividade em 40%. Entre outras iniciativas, a IA auxilia na estratégia de precificação, ajustando valores em tempo real para otimizar margem de lucro. Isso resultou em um aumento da margem bruta de 27,9% para 30,5% e da margem Ebitda de 4,3% para 8,8%.

Além disso, a área de supply chain foi otimizada para prever a demanda com uma precisão maior, reduzindo o tempo de rotação de estoques. A tecnologia também inovou o crediário, ajustando as condições de pagamento de acordo com o perfil creditício detalhado dos clientes, o que contribuiu para uma redução na inadimplência.

Onde isso pode dar errado

Apesar dos avanços, a Casas Bahia ainda enfrenta desafios significativos. Recentemente, a empresa ampliou suas perdas na última linha do balanço, passando de um prejuízo de R$ 408 milhões para R$ 1,06 bilhão. A instabilidade econômica, particularmente a taxa de juros elevada, continua afetando o desempenho financeiro da empresa. Enquanto a IA proporciona vantagens operacionais, a sensibilidade às variáveis macroeconômicas representa um risco contínuo que precisa ser gerenciado cuidadosamente para garantir que os benefícios da tecnologia possam superar as barreiras financeiras.

Em meio ao cenário de incerteza econômica, a empresa ainda depende de fatores externos, como a redução das taxas de juros, para sustentar seu crescimento e nova estratégia de mercado. A recuperação, embora impressionante, deve ser acompanhada por um planejamento estratégico que englobe essas variáveis econômicas para alcançar um balanço positivo.

Fonte original: neofeed.com.br

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